O risco invisível da indisponibilidade de TI e por que ele custa mais do que parece

O risco invisível da indisponibilidade de TI e por que ele custa mais do que parece

23 de fev. de 2026

Muitas empresas dizem que têm continuidade de negócios. Poucas conseguem demonstrar isso na prática. A diferença entre essas duas situações é mais profunda do que parece e passa longe de documentação ou certificações.

Durante anos, a continuidade foi tratada como obrigação formal. Um plano elaborado, aprovado e arquivado. Em alguns casos, testado superficialmente. Esse modelo funcionava quando o ambiente era mais previsível, menos integrado e menos dependente de tecnologia. Hoje, ele simplesmente não se sustenta.

Continuidade real não é um documento. É a capacidade de continuar operando sob pressão, com decisões claras, papéis definidos e respostas coordenadas. Ela se revela no comportamento das pessoas, na maturidade dos processos e na coerência da arquitetura tecnológica. E isso não se constrói apenas com boas intenções.

O erro mais comum é separar a continuidade do dia a dia da empresa. Quando BCP e DRP vivem em silos, desconectados da operação real, criam uma falsa sensação de preparo. O plano existe, mas não acompanha mudanças de arquitetura, novos sistemas, crescimento do negócio ou dependência de fornecedores. Quando a crise acontece, o plano não conversa com a realidade.

Outro ponto crítico é a ausência de testes consistentes. Planos não testados são hipóteses. E hipóteses falham sob pressão. Testes revelam algo que a documentação nunca mostra: falhas humanas, dependências ocultas, gargalos técnicos e decisões que não escalam bem. É desconfortável, mas é exatamente isso que prepara a organização.

Empresas resilientes entendem que continuidade é disciplina contínua. Ela exige revisão frequente, integração com gestão de riscos, alinhamento com governança e envolvimento da liderança. Não é um projeto com começo, meio e fim. É uma competência organizacional.

A maturidade aparece quando a empresa deixa de perguntar “temos um plano?” e passa a perguntar “estamos preparados para executar?”. Essa mudança de mentalidade separa organizações que apenas reagem daquelas que atravessam crises com controle.

Sua continuidade está integrada à operação atual,  ou reflete um retrato do passado?

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